Curtas

 Pedro Guilherme 

Eu quero uma tv pública de qualidade tipo BBC. Acho o Temer um usurpador. Agora, que havia gente privilegiada , ganhando muito dinheiro com contratos robustos, é inegável.
Uma TV pública deve contar fundamentalmente com funcionários assalariados e dedicados à empresa. E com verba determinada em lei.
Mas não pode funcionar com um bom número de empresas de profissionais que atuam em vários veículos e que assinam com a TV Brasil contratos com custos absurdos.

Mais TV pública e plural para concorrer com a Tv privada de péssima qualidade, manipuladora e tendenciosa.
Mas sem partidarização e sem mordomias.
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Mais importante do que tentar descobrir um líder bom para governar o país, é saber o que queremos que o governo faça. Não adiante votar num líder que julgamos ser bom, capaz, honesto, se não sabemos o que queremos dele em termos práticos e específicos.
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O Estado brasileiro está muito distante dos reais interesses da população. E essa distância, ao invés de diminuir, aumenta cada vez mais.

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Reforma política só acontecerá com a participação do povo. Com a falência moral das instituições do Estado só o povo protestando, se unindo, se organizando com propostas reais de mudança é que fará um Brasil melhor e mais justo. Dos que estão no poder, de todos os partidos, não se deve esperar nada.

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É preciso mudar a estrutura do Estado brasileiro, caso contrário não haverá mudanças significativas. É necessário construir um parlamento mais representativo da população, um sistema de saúde que seja efetivamente único e público, igualmente um sistema de educação.

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Luta ideológica e corrupção: Todos os corruptos devem ser julgados, de todos os partidos e corporações. Quem quer o bem do povo brasileiro deve exigir punição par todos e não pode ficar na luta ideológica defendendo uns e acusando outros por opção partidária. A corrupção deve ser combatida sempre, venha de onde vier.

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O grande problema no Brasil é a corrupção, porque impede que as questões importantes para o povo, como saúde e educação, não sejam resolvidas. O pior é que a corrupção está instalada em todos os setores do Estado brasileiro. Só poderá ser vencida de fora para dentro, pela participação maciça do povo.

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O mais racional e melhor, em benefício da população é que governos e partidos parem de tentar fazer novos pactos federativos, tentar refundar a federação para consertar o que não tem mais conserto.

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 É preciso avançar para uma nova maneira de organizar o Estado brasileiro: República unitária
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O Brasil precisa de um projeto político que reforme o Estado, tornando-o servidor do povo. E para que esse projeto possa ser vitorioso, ele precisa sensibilizar uma grande parcela da população, capaz de criar um forte movimento de apoio a esse projeto e líderes capazes de leva-lo à prática.

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Está na Constituição: “Todo poder emana do povo e em seu nome será exercido”. Não seria melhor dizer que o governo deve ser do povo, pelo povo e para o povo?
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O Brasil precisa de uma reforma política e reforma de Estado em profundidade para aproximar as instituições públicas da população, permitir uma transparência muito maior das ações e decisões governamentais e para que haja políticas públicas realmente eficazes.
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É necessário construir uma República Unitária Parlamentar, um Estado simplificado, unicameral e desburocratizado.
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No Brasil, ass pessoas vão para planos de saúde porque não confiam no atendimento por parte do Estado. Isso porque há muitos problemas que dificultam o atendimento à população. Para haver um verdadeiro sistema único de saúde, creio que uma primeira medida seria a federalização de todo o sistema de saúde, para que se pudesse organizar um atendimento de mesmo padrão em todo o país

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Participação popular só existe se pode ter poder de interferir na decisão. Organizar conselhos na base da cooptação não tem nada a ver com participação efetiva. É preciso ter referendos e plebiscitos em decisões importantes dos Governos e Legislativos
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Somente uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva, submetida a referendo populasr e antecedida por amplo debate em todo o país é que poderá fazer uma reforma política e de Estado em profundidade. O Congresso é tão ruim que o STF legisla em seu lugar.
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Para simplificar o Estado brasileiro, para implantar uma República Unitária Parlamentar, para fortalecer a participação do povo nas decisões de governo, entre outras medidas. Uma reforma profunda que crie uma democracia efetiva no Brasil
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O Estado brasileiro precisa ser reorganizado. A República Federativa implantada após a queda do Império nunca funcionou como tal. É necessário simplificar o Estado, transformando o país numa República Unitária Parlamentarista e unicameral, com a extinção do Senado.
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A Republica que aí está é oligárquica, corrupta e distante da população. Precisamos construir um Estado que sirva efetivamente ao povo. Representantes eleitos por microrregiões e não por estados. São 557 microrregiões no Brasil, o que aumenta a representatividade.
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A democracia representativa mostra-se cada vez mais distante do povo. É preciso encontrar novos caminhos para uma participação cidadã mais efetiva.
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Uma luta importante que deve ser feita para democratizar um pouco o Estado e as eleições é proibir através de lei e até mesmo considerar crime a contribuição de empresas a partidos políticos e a candidatos, seja a que pretextos for, com dinheiro, material, equipamentos ou serviços. Essa é uma das maiores fontes de corrupção.
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Porque é que grandes bancos, empreiteiras e outras grandes empresas precisam financiar partidos e candidatos, se o voto é individual, se são pessoas que se filiam a partidos e não empresas? Na minha opinião, esse é um assunto que também merece atenção. O que deveria ser estabelecido é o direito de contribuição individual até um determinado limite, por exemplo, máximo de 5 salários mínimos.
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É preciso uma revolução no ensino médio para ele ter uma finalidade em sí. Hoje ele é apenas uma escada para se poder cursar uma faculdade. Há uma alta taxa de evasão porque muitos não percebem finalidade nele. As matérias deveriam partir do interesse das pessoas. Poucas matérias por vez e poucos alunos por sala, no máximo 20.
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Nossos representantes deveriam ser eleitos por microrregiões e não por estados. Isso aumentaria em muito a representatividade, que hoje praticamente não existe.
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É preciso mudar a estrutura do Estado brasileiro, caso contrário não haverá mudanças significativas. É necessário construir um parlamento mais representativo da população, um sistema de saúde que seja efetivamente único e público, igualmente um sistema de educação.
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Costumam associar criminalidade e pobreza. Mas altos índices de criminalidade não são necessariamente vinculados à pobreza. Os grandes bandidos do país, que promovem as grandes violências estão muito longe de serem pobres. Um país rico e profundamente desigual, esta é a grande violência do país.
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A criminalidade maior está instalada nos três poderes e em todos os partidos da República, que se unem ou se afastam uns dos outros ao sabor das conveniências de momento e não segundo uma ética de Estado.
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A criminalidade deve ser combatida com rigor, sejam os criminosos ricos ou pobres.
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É necessário a construção de um Estado impessoal que funcione para suas finalidades de servir à população, independente de quem esteja exercendo o poder. Uma máquina que atue em benefício das pessoas, sem que se precise ir atrás de um deputado ou vereador para conseguir uma vaga na escola, uma internação, uma consulta médica.
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Os diversos poderes da República são quase como castas que servem aos interesses das oligarquias, sendo eles mesmos também oligarquias e muito pouco servem à população. Portanto, precisa ser reorganizado em profundidade.
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O sistema de saúde precisaria ser todo federalizado, já que há municípios e estados com condições financeiras diferentes entre sí. É preciso padronizar o mesmo atendimento no Brasil todo, além de organizá-lo de forma a que sirva efetivamente a população, o que hoje está muito distante de acontecer em praticamente todas as cidades do país.
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Não basta apenas exigir uma estrutura melhor para a saúde pública no Brasil. É necessário também que existam profissionais de saúde comprometidos com a sociedade e que os profissionais que atendam mal, que usam o Estado como cabide de emprego sejam afastados. Que tenhamos bons médicos em todas as cidades do Brasil.
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É importante fazer do Brasil uma república unitária para:  1) Diminuir o número de interesses em jogo; 2) Diminuir o número de intermediários entre estado e povo; 3) Eliminar gastos com duplicidade de funções meio; 4) Fazer uma república mais afeita à história e ao sentimento do povo; 5) Criar condições para enfrentar os problemas com mais objetividade e com mais informações; 6) Economizar recursos financeiros; 7) Permitir um controle administrativo mais eficiente.
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Introdução da figura do gerente de cidade nos municípios com 20.000 habitantes ou menos, sendo que o poder político é exercido pela Câmara ou Conselho Municipal, sem atribuições executivas e sem a existência do prefeito, nem indicação de cargos de confiança, a não ser o de gerente da cidade, que poderá ser demitido pela Câmara. Gerente com conhecimento de políticas públicas.


Agências reguladoras autônomas com relação ao Executivo, mas subordinadas ao Legislativo, a quem devem prestar contas trimestralmente, podendo o Legislativo modificar decisões de agência e demitir sua direção (faltas graves) Autonomia deve ser relativa para desempenharem suas funções com a menor pressão possível. As agências não definem as políticas de desenvolvimento setoriais do país, que são de responsabilidade dos ministérios.
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Creio que os referendos são fundamentais, muito mais do que plebiscitos, porque o referendo permite uma discussão maior dos problemas, uma filtragem por parte de representantes para que a emoção interfira de forma menos acentuada.
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Empresas públicas e escândalos
As empresas públicas, em todos os governos, sempre estão nas páginas dos jornais por causa de escândalos de corrupção. E sempre envolvendo partidos políticos e seus representantes em cargos nessas empresas. Isso não significa que funcionários de carreira também não se envolvam, já que sem o apoio de vários deles, colocados em situação de decidir questões, os faz instrumentos importantes nesses esquemas de dilapidação do patrimônio dessas empresas.
Mas cabe também responsabilidade aos conselhos dirigentes dessas empresas, muitas vezes integrados por grandes empresários do setor privado e membros de partidos que apoiam o governo de plantão, uma boa parte desses integrantes com o objetivo de aumentar seus ganhos, via bônus de participação nesses conselhos.
É importante investigar e punir todos os ilícitos. Essas empresas deveriam ter auditoria externa permanente, para coibir corrupção, desperdício e má gestão de imediato e não apenas quando os desmandos se transformam em bola de neve e os escândalos indo para os meios de comunicação, que em vários casos os utilizam contra os governantes de que não gostam e muito menos a favor da população e da saúde financeira desses empresas. A Petrobrás é apenas mais um dos inúmeros casos, que ganha relevância na luta política.
Os que querem um Estado que governe para o povo, devemos exigir acompanhamento e auditoria externa nessas empresas: bancos, empresas de energia e outras. Exigir punição exemplar para os corruptos e corruptores, sendo que a punição maior deve ser o confisco de bens para se recuperar os bens roubados, além de multas, que possam fazer com que ao longo do tempo essa licenciosidade para com bens públicos possam diminuir pelo medo das consequências.
Num país onde a impunidade dá o tom, os escândalos continuarão sucedendo-se.
Cabe à população se mobilizar, protestar, exigir um Estado mais sério, menos impun
idade, mais critérios nas indicações de cargos.
Empresas públicas não deveriam ter na sua parte executiva ninguém de fora da empresa indicado para ocupar posições de direção e os conselhos de administração deveriam ser compostos de pessoas que efetivamente vão tomar as decisões estratégicas das empresas e não apenas de pessoas que fazem dos conselhos instrumentos de aumentar redimento, prestígio e fonte de informações privilegiadas.e quem se eleger, o fará dentro do famigerado presidencialismo de coalizão, que obriga o presidente a construir uma sólida base de apoio, angariando apoios na base do toma lá, dá cá. Só um movimento forte de base com propostas efetivas para reorganizar o Estado brasileiro é que poderão mudar algo na política brasileira.
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Há décadas que o ensino é considerado insuficiente, mas os especialistas não conseguem pensar fora do quadradinho de uma educação seriada num mundo que constantemente se transforma em termos de tecnologia e transmissão de conhecimento.
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O ensino médio já mostrou que não serve para os alunos pobres. Quem tem condições sabe que vai fazer o ensino médio para ir para a universidade. O aluno pobre que para em qualquer série do ensino médio, perde tempo. Deveria ser extinto e substituido por cursos variados que atendam o interesse das pessoas e não o que pensam os burocratas da educação.

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A constituinte é fundamental para uma reforma política, mas também para uma reforma de Estado. Mas sem listas partidárias. Foram os partidos que fizeram com que se chegasse a essa situação de distanciamento profundo entre o Estado e o povo. Numa constituinte exclusiva deve haver o direito a candidaturas avulsas, independente de partidos. E deve ser precedida por debates amplamente disseminados por todo o território nacional. O partido que quiser fazer sua proposta de reforma que o faça e submeta antes à discussão na sociedade. Poder-se-ia definir um tempo de debates na sociedade. Depois eleições para escolher representantes para a Constituinte. Depois de aprovada pelos representantes, ela deveria ser submetida a referendo popular. Se for para convocar uma constituinte com representantes eleitos por listas partidárias, sem debate na sociedade, o que sairá é uma reforma cosméstica, por meio de acordo entre partidos, já que as listas vão expressar a vontade de quem manda nos partidos, quem controla seus diretórios, suas executivas. Outro aspecto importante, é que os representantes para a Constituinte poderiam ser eleitos por microrregiões e não por estados, o que aumentaria muito a representatividade e uma participação maior da população nas discussões. Ao invés de representantes de 26 estados e o Distrito Federal, teríamos a participação representantes de mais de 500 microrregiões (seguindo o critério do IBGE). Se for para dispender esforços, recursos financeiros para uma Constituinte meramente cosmética, dominada pelas oligarquias partidárias responsáveis pelos desmandos do Estado, prá que fazê-la? Ou se pensa numa constituinte para valer, incorporando o povo nas decisões ou o que vai acontecer é meramente um jogo de poder, protagonizado pelos partidos, o que já acontece e deu no que deu.


O aceno do governo Dilma à unidade
A Carta aos brasileiros tida como importante para a governabilidade jogou o governo do PT que se elegeu à época na defensiva. Fez tudo o que o capital financiero quis e deu muito pouco ao povo, embora se vanglorie disso. Foi um erro de quem ficou com medo de se colocar num protagonismo de confronto. Doze anos depois, com acusações de corrupção por todo o lado, com pouca capacidade de investimento por conta dos custos da dívida pública e com uma vitória que, na verdade, mostra uma maioria contra sí (votos e Aécio + votos nulos, brancos e abstenções), o governo apela para uma unidade da esquerda. Qual é a proposta para isso?: Lembremos que o Congresso que virá é extremamente conservador. Nada será aprovado se o Congresso não quiser. Só tem sentido uma unidade se o governo emitir sinais claros de que pretende uma outra forma de governar: para o povo e enfrentando o capital financeiro, a mídia que reflete as posições mais retrógradas e os multimilionários, uma minoria que precisa dar sua contribuição ao país. Só deve ser apoiado se mostrar claramente um caminho reformista dentro dos parâmetros do capitalismo e não como até agora.

A desigualdade expressa na forma de tratamento
No Brasil, em termos de tratamento ainda estamos muito longe de qualquer igualdade. Pelo contrário, aqui marcar a desigualdade é que é importante, mesmo naqueles que não deveriam fazê-lo como por exemplo nos parlamentos onde os que supostamente deveriam representar o povo trantam-se protocolarmente por vossa excelência. Não bastaria chamar de deputado, vereador? Já nem falo de tratar de você. Mas de vossa excelência para sr. já seria um avanço. E que dizer dos juízes, chamados de meritíssimos? Deus a gente chama de Deus ou no máximo de senhor Deus. Já imaginou como sería ridículo tratá-lo de Vossa Excelência ou Meritíssimo? Já imaginou: "Deus, vossa excelência precisa me ajudar" ou " Meritíssimo Deus, eu preciso muito de Vossa Excelência". Não é ridículo?


 Constituinte exclusiva
Uma constiuinte exclusivas deveria discutir também uma reforma profunda no Estado brasieiro visando simplificá-lo, torná-lo menos burocrático, com melhor capacidade de gestão para servir ao povo. O Brasil não é nem uma república unitária, nem uma república federativa implantada como cópia americana e que nunca funcionou. Ao invés de ficar tentando criar um pacto federativo que funcione (o que nunca aconteceu) é preciso transformar o país numa república unitária. Além disso, é necessário federalizar o ensino fundamental e o sistema de saúde para dar condições iguais a todos os brasieiros independente do lugar onde moram. Não basta tentar aprimorar o sistema eleitoral. Além disso, é preciso um programa de reformas capaz de aglutinar amplos setores da sociedade, incluindo boa parte da classe média. O problema é que está difícil avistar um lider, pessoa ou partido vocacionado para isso no momento. Mas é preciso fazer.

Os anticomunistas que não tem a mínima ideia do que é comunismo

Para eles, todos que falam ou agem fora de seus "valores" são tachados de comunistas ou traidores ou as duas coisas ou mais. Os últimos foram Xico Graziano, do PSDB, por ter se colocado contra os radicais que pediam intervenção militar e Jô Soares, por ter elogiado a Bolívia, no seu programa. Eu fico tentando entender o que no imaginário dessa gente é um comunista. Eles devem achar que comunista é todo aquele que em determinado momento de sua vida é tentado pelo demônio, deixa-se envolver e fica para sempre com o capeta no corpo. Será que é possível inventar uma máquina do tempo e enviá-los de volta à Idade Média? Seriam juízes exemplares para a Santa Inquisição.

MUDAR

Eu acredito que é preciso mudar a estrutura do Estado brasileiro, caso contrário não haverá mudanças significativas. É necessário construir um parlamento mais representativo da população, um sistema de saúde que seja efetivamente único e público, igualmente um sistema de educação. Creio que devemos elencar um rol de 10 a 15 propostas no máximo, que tenham como objetivo mudar a estrutura do Estado no Brasil, para ser mais ágil, mais eficiente e seja um Estado que sirva ao povo. Um Estado Necessário e Servidor


Reflexões sobre Utopia - Pedro Guilherme
01
Todas as pessoas devem ter uma vida digna, sem passar fome, ter direito ao atendimento em saúde e educação. Essa democracia ainda é uma aspiração, uma utopia, mas é cada vez mais claro que o mundo precisa encontrar novos caminhos. 
02
É necessário combinar democracia política com democracia econômica
03
É necessário uma outra democracia que dê dignidade a todos, com menos desigualdades e menos concentração de riqueza. Esses valores precisam mudar e uma outra maneira de viver neste mundo precisa ser construída, tendo por princípio a liberdade individual, o direito à livre expressão, conjugado com o direito coletivo de ser assegurado a todos condições de viver com respeito e dignidade
04
A caminhada da humanidade neste planeta permite sonhar com utopias de paz, respeito entre povos e pessoas, entendimento permanente e uma relação sustentável com a natureza e o ambiente?
05
Vivemos num mundo que estimula o consumo pelo consumo, a busca alucinada pelo acúmulo bens materiais, e ao mesmo tempo o descarte permanente de bens e sua renovação incessante e insana, vendida pela propaganda como medida de felicidade. 
06
O egoísmo e a ganância não são privilégios de qualquer classe social. Mas uma sociedade que tem o foco na distinção, na diferença econômica, potencializa e reforça esse egoísmo. Uma sociedade que caminhe para a solidariedade pode diminuir esse egoísmo ou subordiná-lo aos interesses coletivos
07
Não são as organizações que devem ser detentoras do poder de Estado. As instituições, tanto do Estado, como da sociedade são importantes. Mas, se os cidadãos não tiverem poder de decisão, elas agirão em benefício próprio e não da sociedade. Para isso é necessario criar as condições legais e de estrutura para que os cidadãos tenham efetivo poder de participação e controle.
08
Poucos têm muito e muitos têm pouco, numa época em que o desenvolvimento técnico e científico já permite que todos possam viver minimamente em condições decentes.
09
Vivemos a ideologia do progresso material, do consumo cada vez maior, do desenvolvimento técnico, da ciência. Precisamos ver cada vez mais o progresso como a capacidade do ser humano acumular bens espirituais: o respeito ao outro, o respeito à natureza, a solidariedade, a verdade.
10
A vida é processo contínuo de busca e descoberta, a grande mudança  se processa no espírito. É somente ai que nos transformaremos. Não há saltos ou milagres espetaculares,  não há paraisos a conquistar  e pelos quais gerações devam sacrificar-se. Há tão somente o caminhar inexoravel, aprendendo, ensinando, reaprendendo,  trabalhando na felicidade nossa e dos outros,  com determinação, indo do egoismo ao altruismo, da construção material à construção espiritual, do aprimoramento intelectual ao aprimoramento moral, do progresso material caótico e desordenado  ao progresso material qualitativo, na perspectiva de cada um e de todos os que habitam a Terra. O tempo não importa, o processo é que é fundamental.
11
A história tem demonstrado que os modelos de organização da humanidade que se pretendem perfeitos, longe de serem instrumentos de prosperidade, integração e paz, são sistemas onde vicejam a tirania e a opressão.
12
As utopias de nosso século, do deus mercado, do deus partido, do deus pátria, do deus raça, a pretexto de criar a paz e o progresso arrastaram os seres humanos nas mais hediondas lutas, estimulando o ódio entre as pessoas e promoveram as maiores matanças coletivas que a humanidade jamais conheceu.
13
Mais do que pretender modelos acabados de sociedade, alicerçadas em estruturas sólidas e imutaveis, com instituições  políticas, econômicas, sociais, culturais, filosóficas e religiosas perfeitas, é no espírito humano, individual e coletivo, que deve ser fincado o ideal de uma nova humanidade, fraterna, num mundo sem fronteiras nacionais e sem barreiras raciais, sociais, culturais e de crenças.
14
As formas de governo, as instituições que organizam o Estado e a sociedade  são importantes porque consolidam o avançar de cada momento, de cada etapa, em cada século. Ha formas de governo que se prestam mais ao desenvolvimento do respeito, da liberdade individual e da responsabilidade coletiva do que outras. Mas, não há porque atribuir-lhe poderes milagrosos. Servem a determinadas situações, a específicas conjunturas históricas, mas no permanente movimento da humanidade serão inexoravelmente superadas.
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Os sistemas político-econômicos, na perspectiva do tempo, dos séculos e dos milênios, são construções efêmeras porque refletem o amadurecimento do ser humano nas diversas épocas de seu caminhar material e espiritual.