sexta-feira, 15 de julho de 2016

A tragédia francesa, os governos e o terrorismo


A tragédia francesa foi provocada por um tunisiano que estava desempregado, estava se divorciando e já havia tido problemas com a justiça por roubo. Está longe de ser um militante do Estado Islâmico, parecendo mais um revoltado sem causa do que um militante com causa. Mas, o governo francês, ao invés de se fixar no ato daquela pessoa, já afirmou que vai reforçar o combate ao Estado Islâmico, o que se traduz em mais armas. E cria mais condições de revolta de muçulmanos, sempre culpados, até por atos individuais e jogando água no moinho do Estado Islâmico.
E os governos dos EUA, Inglaterra e outros vão na mesma toada. Por trás, os gigantescos interesses da indústria de guerra.
Algum desses governos tem interesse real em uma paz genuína. É bom lembrar que Sadam Hussein, Gadafi e Bin Laden eram aliados do Ocidente antes de mudarem de lado.
Lembrei de um filme com título brasileiro de "O senhor das armas", onde o personagem traficante de armas, interpretado por Nícolas Cage, está preso e sem companheiro de cela diz que ele não sairia mais da prisão. Ele diz, tranquilamente, que até o fim do dia seria solto. O outro riu. Ele foi solto. Antes de sair disse: "eles precisam de mim para fazer a entrega, eu sou necessário porque o maior traficante de armas é o presidente dos EUA".
A guerra e o terror não é produto de uma luta do bem contra o mal, mas geralmente um meio de negócio. Quem sofre é quem não tem nada com isso.
Manter o mundo sob ameaça constante, o medo do outro é um negócio altamente lucrativo. E vai continuar.