terça-feira, 31 de maio de 2016

Crônica para um país destrambelhado

Parece que o país virou uma grande delegacia de polícia encarregada de investigar famílias mafiosas, tantas são as delações premiadas de políticos, empresários, tecno-burocratas e grampos dos por todos os lados, além de centenas de colarinhos brancos investigados pelos mais diversos crimes, sendo o de corrupção o campeão de todos.
Enquanto isso, não se fala do desemprego em alta, das sonegações absurdos, da saúde sucateada, da educação que alguns querem ver privatizada.
Melhor seria separar os parlamentares, empresários e tecno-burocratas em duas categorias. A primeira formada pelos bandidos, que seriam investigados, presos, com bens penhorados, multas e tudo que se pudesse fazer para que o povo fosse ressarcido do que foi roubado.
O outro grupo, parece que bem melhor, formado por aqueles que querem ajudar a construir um país mais justo e mais decente.
Uma categoria ficaria separada completamente da outra, seja em associações, seja em locais físicos ou outras circunstancias.
Como o número de de membros do Congresso Nacional da primeira categoria é maior do que o da segunda, ele poderia se transformar em prisão, além de delegacias policiais para pegar os depoimentos das excelências com suas capivaras.
O plenário do Senado, que tem dimensões menores do que o a Câmara poderia se transformar num Tribunal, de tal maneira que no conjunto do Congresso poderia haver prisão, delegacia e tribunal facilitando o trabalho dos agentes públicos, que deveria ser da segunda categoria, ou seja dos decentes.
Os empresários da primeira categoria poderiam também ser instalados no Congresso Nacional.
Se o local ficasse pequeno, poder-se-ia requisitar assembleias legislativas, quantas fossem necessárias para abrigar toda a bandidagem. Afinal de contas, o benefício delas para o povo é praticamente nulo e assim poderia ter uma destinação mais nobre.
Os locais também poderia abrigar familiares dos políticos, empresários e tecno-burocratas do setor público que também foram cúmplices da bandalheira.
Se ainda assim, esses lugares não comportassem todos os corruptos e corruptores, haveria a possibilidade de se utilizar os palácios de governo de diversos estados para abrigar essa turma.
Seriam cortadas todas as regalias e poderiam ser soltos depois de pagarem tudo o que desviaram, com juros, multas, isso para que o Estado pudesse diminuir gastos com gente inútil.
Os políticos da segunda categoria, a dos corretos e competentes, poderiam seguir adiante, mas com o compromisso de consultarem permanentemente a população, seja por meio de referendos e plebiscitos, seja através da internet ou consultas públicas.
Os locais de reclusão da bandidagem, ou seja Congresso, assembleias estaduais, palácios de governo poderiam também servir para o turismo, por meio de visitações públicas, com guias especializados para que os turistas pudessem conhecer e se deliciar vendo esse tipo de gente na cadeia. Poderia ser também uma fonte de renda para o governo sério. Crianças, idosos, grávidas e pessoas com necessidades especiais não pagariam para visitar os locais. Não seria permitida a venda de ingressos por cambistas, que certamente apareceriam para aproveitarem a ocasião de faturar algum.