sexta-feira, 18 de março de 2016

O dia em que a mídia foi derrotada
Hoje a mídia foi derrotada. Diferentemente de domingo, onde a mídia teve um papel importante, inclusive na convocação do ato, na propaganda permanente dos alvos, hoje a mídia não só não convocou como só deu flashes rápidos da manifestação. No caso da Globonews, além de não dar o mesmo espaço do que no domingo, o que seria razoável num país que tivesse uma mídia minimamente isenta, ainda tratou de repetir à exaustão o discurso de Dilma contra o grampo e a opinião de juristas a favor.
E apesar disso, houve manifestação em 26 estados e na av. Paulista, em São Paulo, havia um público numeroso, cobrindo quase que toda sua extensão. Sem mídia convocando e até boicotando.
Muita gente que não gosta do governo Dilma e tem críticas e ao PT acabaram aderindo por entender que está em jogo a democracia, não mais por um golpe militar, mas agora com a união da mídia, particularmente a Globo e setores do Judiciário.
O PT acabou percebendo que teria que fazer um ato mais amplo e não apenas com palavras de ordem de apoio ao seu governo. O que fez com que a ideia/slogan “Pela democracia e contra o golpe” fosse preponderante.
Agora, é preciso saber quais são todos os atores que estão jogando e quais são seus interesses. Será que são interesses restritos à mídia, aos partidos políticos e ao judiciáro? Ou haverá outros atores, inclusive internacionais? O futuro dirá.
Pedro Guilherme