domingo, 1 de fevereiro de 2015

A Petrobrás, o Estado e o povo

O escândalo da Petrobras é tido como o grande escândalo nacional, mas não é. O grande escândalo nacional é a forma com que o Estado em todos os seus poderes e em todos os seus níveis administra o patrimônio do povo. Com uma profunda insensibilidade, com um total desrespeito pela coisa pública, com uma visão preconceituosa com relação ao povo e com uma incompetência atroz. As principais questões hoje são água e energia, cuja falta atingem a totalidade da população do país. O desprezo pela manutenção, pela fiscalização, pela seriedade estão tendo consequências muito ruins para a população, mas representantes dos partidos nas redes sociais, longe de se unirem contra a corrupção, contra a administração calamitosa do poder público, ficam brigando uns com os outros para saber quem é mais corrupto, quem é mais incompetente, quem é mais insensível às necessidades do povo, que paga impostos e quase nada tem de retorno em políticas públicas de qualidade. Agindo dessa forma, eles não ajudam em nada a população, só mostram que seus interesses passam unicamente pelo exercício do poder e pelos benefícios a eles trazidos. 

A mídia, que deveria ter um importante papel na fiscalização do Estado e na defesa dos interesses da população, age como empresa com interesses particulares e manipula informações de acordo com suas preferências e negócios. A crise da Petrobras é a crise de uma empresa, cujos grandes prejudicados são seus acionistas e o que essa crise tem a revelar é a promiscuidade completa entre o poder de Estado, empreiteiras, bancos e mídia. Mas é a crise de uma empresa. As consequências da crise de abastecimento de água e energia são muito mais graves para a população. Está mais do que na hora de começarmos um grande movimento nacional para que esse país rico em recursos, seja dirigida com respeito ao povo e a serviço do povo. É necessário que aqueles que não estão interessados nessa luta mesquinha pelo poder, se unam no que é essencial: trazer o país para o povo, tirando das mãos de quem só tem olhos para sua ganância. Pedro Guilherme