sábado, 6 de setembro de 2014

Empresas públicas e escândalos

As empresas públicas, em todos os governos, sempre estão nas páginas dos jornais por causa de escândalos de corrupção. E sempre envolvendo partidos políticos e seus representantes em cargos nessas empresas. Isso não significa que funcionários de carreira também não se envolvam, já que sem o apoio de vários deles, colocados em situação de decidir questões, os faz instrumentos importantes nesses esquemas de dilapidação do patrimônio dessas empresas. 
Mas cabe também responsabilidade aos conselhos dirigentes dessas empresas, muitas vezes integrados por grandes empresários do setor privado e membros de partidos que apoiam o governo de plantão, uma boa parte desses integrantes com o objetivo de aumentar seus ganhos, via bônus de participação nesses conselhos.
É importante investigar e punir todos os ilícitos. Essas empresas deveriam ter auditoria externa permanente, para coibir corrupção, desperdício e má gestão de imediato e não apenas quando os desmandos se transformam em bola de neve e os escândalos indo para os meios de comunicação, que em vários casos os utilizam contra os governantes de que não gostam e muito menos a favor da população e da saúde financeira desses empresas.
A Petrobrás é apenas mais um dos inúmeros casos, que ganha relevância na luta política.
Os que querem um Estado que governe para o povo, devemos exigir acompanhamento e auditoria externa nessas empresas: bancos, empresas de energia e outras. Exigir punição exemplar para os corruptos e corruptores, sendo que a punição maior deve ser o confisco de bens para se recuperar os bens roubados, além de multas, que possam fazer com que ao longo do tempo essa licenciosidade para com bens públicos possam diminuir pelo medo das consequências.
Num país onde a impunidade dá o tom, os escândalos continuarão sucedendo-se.
Cabe à população se mobilizar, protestar, exigir um Estado mais sério, menos impunidade, mais critérios nas indicações de cargos.
Empresas públicas não deveriam ter na sua parte executiva ninguém de fora da empresa indicado para ocupar posições de direção e os conselhos de administração deveriam ser compostos de pessoas que efetivamente vão tomar as decisões estratégicas das empresas e não apenas de pessoas que fazem dos conselhos instrumentos de aumentar redimento, prestígio e fonte de informações privilegiadas.