domingo, 7 de setembro de 2014

Empresas públicas, corrupção e mídia

As denúncias de Paulo Roberto Costa, que depõe em sigilo, sobre a relação promíscua entre dirigentes da Petrobrás, políticos e empreiteiros atingirá a quem? Por que houve o vazamento quando o depoimento corre em sigilo e não sabemos se ele já apresentou provas ou se fez denúncias vagas? Por que a mídia afoitamente sem se preocupar com a autenticidade das denúncias que só se efetivarão mediante provas, já tratou de divulgar ao máximo, sem cuidado algum? A preocupação é realmente com a moralidade administrativa, com o ressarcimento da empresa por possíveis corruptos ou é tão somente uma luta pelo poder, para desgastar adversários? Por que não se discute na campanha questões fundamentais para o povo como a brutal desigualdade social?

Parece que mais uma vez o que interessa é o poder a qualquer custo. Isso vale para as tres candidaturas que se digladiam em busca da vitória? Será que as empresas estatais não deveriam estar com suas administrações protegidas do jogo político, do toma lá, dá cá?
E não é só a grande mídia que se coloca como se fosse um partido, ao invés de cumprir sua função nobre de ser o porta-voz dos interesses da população, informando de forma séria. Na própria internet vimos um festival de acusações de uns contra outros, todos posando como paladinos da ética, mas se mostrando apenas contrários à corrupção do outro lado, não com o intuíto de moralizar a administração pública, mas apenas no sentido de desgastar o adversário. 

É por isso que torna-se cada vez mais necessária uma profunda reforma política e de Estado no Brasil, para que a política sirva à população e não a uma casta de políticos e burocratas encastelados no Estado e representando os mais diversos partidos. Pedro Guilherme