sábado, 30 de agosto de 2014

Desigualdade social e campanha eleitoral

A desigualdade é a questão fundamental do país. Para combatê-la é necessário confrontar com grandes interesses privados. Ser mais criterioso com os empréstimos do BNDES, reorganizar as alíquotas do imposto de renda e taxar grandes fortunas são algumas medidas necessárias. Até hoje ninguém fez, nem o PT nem o PSDB. Dilma fará ou já é muto tarde para ela?Marina, que tem Neca do Itaú como aliada, com certeza não fará.
Fala-se muito em mudança porque as pesquisas indicam que a população anseia por isso no campo das políticas sociais, mas também nada de novo se propõe.
Na verdade, para que haja efetivamente mudanças reais que beneficiem a população é necessário um no Estado, que permita que as pessoas tenham bom atendimento em todo o país em saúde, educação, segurança... independente das condições sociais, da região, da capacidade financeira de estados e municípios. 
Não basta ficar anunciando mais dinheiro para políticas sociais se as verbas são sugadas pelos ralos da corrupção, do desperdício, da ineficiência, da duplicidade de órgãos.
O dinheiro necessário para as políticas sociais deveriam se constituir em fundos com verbas que iriam diretamente para as áreas fins, sem passar por intermediários estaduais ou municipais. Áreas como saúde e educação de base deveriam ser constituidas de distritos microrregionais autônomos, com estrutura simplificada e voltados efetivamente para o atendimento da população. Para isso, torna-se necessária uma reforma política, administrativa e de Estado.