quinta-feira, 5 de junho de 2014

Futebol e Nação

Aos que ficam defendendo a Copa e o governo de forma irracional




Não se deve confundir Nação, povo, pátria com futebol. O futebol não é a pátria de chuteiras. A Copa do Mundo da Fifa é um evento esportivo e um grande negócio para a Fifa e patrocinadores. O Brasil é muito mais do que a Copa do Mundo. O Governo errou ao assumir o comando de tudo que dizia respeito à Copa. A obrigação era do Comitê Organizador Local, do qual fazem parte Ronaldo e Bebeto. Eles é que deveriam ser responsabilizados pelos atrasos e pela incompetência. O Governo misturou em demasia futebol e política. Houve gastos exagerados e incompetência em todos os locais, de responsabilidade de quem tocou os preparativos em todas as sedes. Mas, o governo da República arrogou para si uma tarefa que não era sua. Na ânsia de aproveitar-se politicamente do evento, abdicou de cobrar, que devia ser sua função e passou a ser cobrado. A revolta da população (e não de meia dúzia de conservadores/fascistas) é pela forma com que foi conduzida a questão, com gastos estratosféricos (mesmo sendo financiado pelo BNDES a juros subsidiados para os tomadores de empréstimos e não dado). A forma pouco republicana com que os governos e não apenas o Federal se conduziram ao assumirem o evento é que revolta o povo, que demonstra isso com o desinteresse pela Copa, não usando camisetas, não pintando calçadas, não enfeitando rua. Isso é visível. Acusar todo mundo para defender o erro do Governo não é a melhor política. Com relação aos fascistas e a Copa, eles até que tem bons motivos para apoiar a Copa. Afinal de contas um deles é o presidente da CBF, que fez a apologia da ditadura oligárquico-militar e um dos mais veementes defensores do torturador Sérgio Fleury. Foi esse presidente da CBF, Marin, quem, como deputado, atacou a TV Cultura e o jornalista Vladmir Herzog, nos idos da década de 70. Futebol é futebol. Nação é Nação. Nada de misturar as coisas.