sexta-feira, 27 de junho de 2014

Com apoio da OPAS, médicos cubanos ajudam a restabelecer Unidade de Saúde no Espírito Santo

ONU/Br

Médico cubano que faz parte do Programa Mais Médicos em Central Carapina. Foto: OPAS/OMS
A Organização Pan-americana de Saúde (OPAS/OMS) destacou, nesta semana, o trabalho dos médicos cubanos nos esforços para reestruturação da Unidade Básica de Saúde de Central Carapina, na periferia de Serra, no Espírito Santo. No fim de dezembro do ano passado, a região sofreu com as fortes chuvas que alagaram, além da unidade, cerca de 2 mil casas.
“Apesar dos degraus na entrada, a enchente chegou a invadir uma grande parte da unidade; a água estava quase na altura dos joelhos. Nós perdemos medicamentos, prontuários, documentos. Foi um golpe. Mas, pouco a pouco, estamos nos recuperando”, conta a gerente da unidade, Maria Tereza de Carvalho Botelho.
O médico cubano Hidalgo Rodrigues Matias, do Programa Mais Médicos — que conta com o apoio da OPAS/OMS — tem ajudado e incentivado a Unidade na reabilitação do seu atendimento desde abril. “A região é muito necessitada. As pessoas são bastante carentes, precisam do serviço e dependem integralmente do Sistema Único de Saúde (SUS)”, disse ele, destacando que as incidências mais frequentes são de tuberculose e hipertireoidismo, além de diabetes e hipertensão.
Segundo o médico, no início do seu trabalho na cidade o número de atendimentos na Unidade foi caótico em meio aos problemas existentes. Ele praticamente só tratou caso de emergências por semanas, contando apenas com uma equipe reduzida. No entanto, ele destaca que o Unidade de Saúde começa a retomar a sua rotina normal e o atendimento se enfoca majoritariamente em consultas agendadas previamente. O próximo passo será levar essa atenção médica aos domicílios, de forma a atender também aqueles que não podem deslocar-se até o posto de saúde.
“O médico que fala bonitinho”
Na equipe, o Dr. Hidalgo conta ainda com o apoio de uma médica ginecologista, uma enfermeira que faz a triagem das emergências e um agente comunitário de saúde. Chamado por uma paciente como “o médico que fala bonitinho”, Hidalgo afirma não ter problemas de entendimento com a população e conta que a relação com os pacientes é muito boa. Juntamente com a esposa – também médica cubana do programa, lotada em outra unidade de saúde da região – ele dedica uma hora por dia ao estudo de língua portuguesa.
Osmarina da Silva Barbosa, dona de casa de 54 anos, não só entendeu perfeitamente como seguiu o tratamento passado pelo médico com dedicação. Ela chegou com quadro severo de tuberculose, mas já apresentava uma importante melhora. “Os médicos daqui não tratam tão bem como ele, não. Eu estava muito ruim, tossia muito, estava quase sem ar. Espero que ele não vá mais embora daqui”, diz ela.
O mais importante é tratar bem essas pessoas. Examinar com atenção e tocar no paciente. Explicar de forma simples o diagnóstico e o tratamento. E as pessoas saem daqui agradecidas. Essa é a mágica de ser médico: é você entender o que o paciente está passando, colocar-se no lugar dele por um minuto e poder ajudar e melhorar a vida da pessoa”, resume o Dr. Hidalgo.
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