quarta-feira, 23 de abril de 2014

Na terra dos homens bons

No tempo do Brasil Colônia os cargos públicos só poderiam ser ocupados por pessoas que tinham uma determinada renda ou privilégios. E isso continua até hoje.

A arrogância de um juiz. Ele quer ser chamado de doutor. No prédio em que mora, ele é morador e não juiz. Juiz ele é quando está no seu trabalho de julgar. Fora disso, é um cidadão como outro qualquer. Além disso, para ser doutor ele precisaria ter feito doutorado, depois de ser bacharel e ter feito mestrado. Chamamos os médicos e advogados de doutor por tradição, mas não são. Aliás, neste país, o sujeito tem um cargo qualquer seja na iniciativa privada ou no Estado e já se julga no direito de ser chamado de doutor. Já houve um juiz que algum tempo atrás quis ser chamado de excelência pelos outros moradores e funcionários. Esses tratamentos deveriam ser abolidos. Por que um juiz precisa ser chamado de Meritíssimo? Ele é Deus? Por que políticos precisam ser chamados de Vossa Excelência? Isso apenas mostra uma sociedade de castas, onde há um distância enorme entre a maioria da população e os assim chamados "Homens Bons", os cidadãos acima da lei e que reforçam costumes seculares no Brasil. Sou contra que se chame qualquer autoridade de doutor ou vossa excelência. Por que não apenas sr. juiz, ser deputado, sr. presidente? É mais simpático e menos arrogante.
Pedro Guilherme