terça-feira, 27 de novembro de 2012

Próspero negócio de chantagem

Próspero negócio de chantagem

Em setembro de 2009, o suicídio de um policial federal em Campinas puxou o fio da meada para a autoridade investigar indícios claros da possível utilização de informações sigilosas obtidas em operações policiais para extorquir suspeitos de envolvimento em fraude de licitações. Ao longo das investigações, a Polícia Federal (PF) desvendou a existência de duas organizações criminosas atuando em paralelo e de modo independente, mas com um elo que atuava para os dois grupos criminosos. A Operação Durkheim (em homenagem a Emile Durkheim, considerado o pai da sociologia moderna) constatou, conforme foi apurado, a existência de "uma grande rede de espionagem ilegal, composta por vendedores de informações sigilosas que se apresentam como detetives particulares". De acordo com o inquérito, dados pessoais, inclusive bancários, ao alcance dessa rede de "arapongas" eram comprados por clientes interessados nessas informações, principalmente advogados. Entre as vítimas, segundo os delegados encarregados do caso, "há políticos, desembargadores, uma emissora de TV e um banco".